Livro sobre a ditadura em Santa Catarina premiado pela Academia Catarinense de Letras

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O livro Histórias na Ditadura – Santa Catarina (1964-1985), organizado pelos professores Ana Lice Brancher (UFSC) e Reinaldo Lindolfo Lohn (Udesc), venceu a edição de 2015 do prêmio da Academia Catarinense de Letras na categoria História, para autores catarinenses. A obra conta a vida de grupos sociais durante diferentes períodos da ditadura militar no estado, e desenvolve tópicos ligados à política, economia, costumes e problemas regionais.

De acordo com os pesquisadores, o livro é importante para a história de Santa Catarina porque reúne diversas informações e análises que se encontravam dispersas na produção acadêmica do estado. A ideia da obra é fazer os leitores perceberem que a ditadura militar interferiu em diferentes aspectos da vida não só de militantes contra o regime, mas também de “pessoas comuns”. “O livro enfoca, entre variadas temáticas, grupos sociais pouco abordados pela historiografia, como os negros, as populações indígenas, a infância e a juventude carentes”, explica Ana Lice.

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Montado durante um ano e meio, a partir da identificação de temas significativos para as sociedades brasileira e catarinense no âmbito da ditadura militar, o livro reúne 15 artigos de diversos pesquisadores do país. Embora tenham delimitado uma estrutura básica para os textos, os organizadores deram liberdade para que cada autor trabalhasse seus temas de interesse. “Não se tratava da escolha de abordagens consagradas e cristalizadas. O objetivo estava em trazer ao público uma obra inovadora”, explica Reinaldo Lohn.

O livro também traz uma abordagem mais ampla da influência da Igreja Católica no período. Embora não apresente um artigo específico a respeito do tema, a produção, diversas vezes, versa sobre o papel da instituição no contexto histórico. Segundo os pesquisadores, “a cúpula da igreja teve uma participação bastante clara e objetiva na arregimentação de forças políticas que derrubaram o governo Jango no golpe de 64”, mobilizando-se inúmeras vezes para dar legitimidade ao regime autoritário da época.

Para saber mais sobre a obra, acesse o site da Editora UFSC.

Mais informações:

 

 

 

Wagner Reis/Estagiário de Jornalismo da Agecom/UFSC

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