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Histórico

Histórico do Seminário Internacional Culturas e Desenvolvimento (SICDES)

O projeto do SICDES teve origem nas discussões e investigações realizadas no âmbito do Grupo de Pesquisa Ethos, Alteridade e Desenvolvimento (GPEAD), vinculado ao Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHC) e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

As intenções que motivaram tal proposição estão expressas no símbolo do evento: um globo constituído por diversas mãos com distintas formas, tamanhos e cores, sem contornos exatos, que constroem o mundo a partir da diversidade de seres, rostos, culturas, linguagens, epistemes e saberes.

Nesse mundo (globo) encontra-se em destaque o mapa da América Latina, representado geograficamente de maneira invertida, chamando atenção para a necessidade de olharmos para nós mesmos, latino-centro-americanos, a partir de outro referencial, que subsidie iniciativas para a superação das diferentes colonialismos, violências, preconceitos, silenciamentos e discriminações que historicamente marcam nossas histórias e identidades. Portanto, expressa o desejo e a necessidade da constituição de outras formas de convivência, que (re)conheçam as alteridades e assegurem o respeito à história, à identidade, à memória e ao desenvolvimento de cada grupo cultural a partir de seus saberes e identidades, por meio do diálogo, troca de experiências e da promoção dos direitos humanos.

O primeiro SICDES foi realizado na cidade de Blumenau, entre os dias 22 e 24 de outubro de 2009, com o tema Culturas e Diversidade Religiosa na América Latina: pesquisas e perspectivas pedagógicas, tendo por objetivo oportunizar espaços de interlocução entre pesquisadores, professores, acadêmicos e demais profissionais interessados nas áreas das culturas, desenvolvimento, diversidade religiosa e educação, no intento de possibilitar pesquisas e perspectivas pedagógicas que promovessem o (re)conhecimento das alteridades, na constante busca pela promoção dos direitos humanos.

A segunda edição do SICDES foi realizada entre os dias 14 a 16 de maio de 2014, nas dependências da Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), juntamente com o II Congresso Sul-Brasileiro de Promoção dos Direitos Indígenas (CONSUDI) e do V Colóquio Catarinense de Ensino Religioso (CCER). O tema abordado foi Educação Intercultural em Territórios Contestados,com o objetivo de oportunizar espaços de diálogos, intercâmbios e reflexões voltadas à criação e sustentabilidade de propostas de educação intercultural em territórios contestados, que acolhessem a diversidade de culturas. Os eventos foram organizados de modo colaborativo pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ), Universidade Regional de Blumenau (FURB) e Associação dos Professores de Ensino Religioso (ASPERSC), com o apoio de diversas outras instituições regionais, nacionais e internacionais, tais como:  Religions for Peace, RILEP/Chile, CAPES/MEC, FAPESC, FONAPER, COMIN, UFMT, entre outros.

Histórico dos Encontros da Rede de Interculturalidade

A Rede teve origem na Costa Rica, em decorrência do Encontro Interuniversitário sobre Interculturalidade, realizado em julho de 2013. Trata-se de um meio para construção de uma comunidade de pensamento como alternativa a fragmentação de saberes que caracteriza a epistemologia dominante. É um espaço de interpelação e interpretação mútua que nascem do desejo de compartilhar e acolher os saberes, histórias, memorias, biografias e experiências geradas em diversos contextos em que vivemos e convivemos.

Na Rede aprende-se a dialogar, a fazer silencio para escutar, acolher as demandas do diálogo que procedem das diversas culturas. A Rede é uma mediação para o intercambio de experiências e saberes contextuais. Podem formar parte dela pessoas, instituições e movimentos que estejam dispostos ao diálogo, à escuta e ao compromisso.
As tarefas da Rede são: compartilhar experiências de diálogo intercultural, “desacademizar” os saberes e transformar interculturalmente a academia; devolver a voz às culturas historicamente excluídas, acolher experiências e demandas contextuais da interculturalidade.
O segundo Encontro da Rede foi realizado em outubro de 2014, na Casa da Cultura, em Herédia/Costa Rica, e abordou o tema da diversidade cultural. Mais informações em https://redinterculturalidad.wordpress.com/.

Histórico da Rede de Trabalho com Povos Indígenas

A Rede foi criada em 2010, com objetivo de contribuir para o desenvolvimento integral e o melhoramento da qualidade de vida das famílias indígenas costarriquenses, através da formação de uma rede acadêmica que fomente a construção de conhecimentos e a execução de iniciativas para e com as ditas populações.

Com a passar dos anos foram levados a cabo atividades que buscam promover o diálogo entre indígenas e não indígenas, tanto em nível universitário como nas populações que são visitadas pelos membros da Rede. Busca-se romper com o esquema implantado de trabalho nas comunidades indígenas que não respeita os saberes próprios dos povoadores do território, abrindo espaço a novos campos de conhecimento. Por esta razão, desde 2012 vem sendo realizada a “Semana de reflexão sobre populações indígenas”, atividade que fomenta um dialoga aberto e respeitoso entre diferentes grupos que se encontram ou trabalham com ditas comunidades.

Histórico dos Seminários Sociedades em Transformação

O Seminário teve sua primeira edição em abril de 2005, na Costa Rica, com o tema Sociedades do conhecimento: crise da religião e desafios à teologia. Foi o primeiro de uma série sobre transformações socioculturais e suas implicações na religião e na teologia latino-americana, organizados pela Escola Ecumênica de Ciências da Religião (EECR) e pelo Centro Dominicano de Investigação (CEDI). Contou com o patrocínio da Comissão Teológica para América Latina da Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo (ASETT), Serviço Koinonia do Panamá, Revista Alternativas da Nicarágua e do Centro de Estudos das Tradições Religiosas de Barcelona.

O segundo Seminário foi realizado em junho de 2007, com o título América Latina: transformações na religião e desafios à teologia. Neste encontro se deu continuidade as discussões e analises sobre as novas formas socioculturais do continente latino-americano como resultados dos processos de globalização e da denominada “sociedade do conhecimento”.

A terceira edição foi concretizada em agosto de 2014, com o título Seminário Internacional América Latina: sociedades em transformação – desafios às religiões e teologias, o qual contou com o patrocínio do Observatório do Religioso da EECR, e a participação de instâncias de investigação de Costa Rica, como do Programa Latino-americano de Estudos Sócio-religiosos (PROLADES); do Instituto de Investigações Psicológicas da Universidade de Costa Rica (UCR), do Centro de Investigação em Cultura e Desenvolvimento (CICDE), entre outros.